Rumores recentes têm circulado sobre a possível migração de Scarlett Johansson do Universo Cinematográfico da Marvel para o universo da DC, especificamente em uma adaptação de Batman. Embora a Warner Bros. não tenha confirmado essas especulações, os fãs já começaram a imaginar quais personagens a atriz poderia interpretar. As teorias são infinitas, variando desde vilões como Talia al Ghul ou uma nova versão da Arlequina até personagens completamente novos que poderiam ser introduzidos na franquia. Uma das opções que ganhou força nos últimos dias é a de Scarlett Johansson dar vida à Hera Venenosa, a icônica ecoterrorista de Gotham, um papel que já foi eternizado por Uma Thurman em Batman & Robin, em 1997.
A ideia de Scarlett Johansson interpretar a Hera Venenosa não é absurda, considerando a experiência da atriz em papéis complexos e moralmente ambíguos. O contraste com o tom sombrio e realista de Batman (2022) poderia ser fascinante, trazendo uma nova dinâmica para a franquia. No entanto, existe outra teoria que combina perfeitamente com o perfil da atriz e que poderia significar a adaptação de uma das histórias mais icônicas do vigilante de Gotham: A Máscara do Fantasma.
Lançado em 1993, Batman – A Máscara do Fantasma foi originalmente concebido como uma extensão cinematográfica da série animada Batman: A Série Animada, que redefiniu o Cavaleiro das Trevas para uma geração de fãs. Apesar de sua qualidade, o filme enfrentou um momento difícil em seu lançamento, competindo com obras-primas como A Lista de Schindler e Filadélfia, e foi ofuscado pelas adaptações em live-action dirigidas por Tim Burton, não alcançando o sucesso comercial que merecia. No entanto, com o passar do tempo, tornou-se um clássico cult, amplamente considerado por críticos e fãs como uma das melhores adaptações do personagem antes da era de Christopher Nolan.
A trama de A Máscara do Fantasma gira em torno de Batman investigando um novo vigilante mascarado, conhecido como o Fantasma, que chega a Gotham e começa a assassinar membros do crime organizado. Paralelamente, Bruce Wayne reencontra Andrea Beaumont, seu grande amor do passado, o que o coloca diante de uma escolha impossível entre sua vida pessoal e seu dever como protetor de Gotham. A história se desenrola por meio de flashbacks que mostram o início da trajetória de Bruce como Batman e o conflito interno que o leva a abraçar sua cruzada contra o crime. Esses elementos poderiam se encaixar perfeitamente na cronologia da sequência de Batman, continuando a explorar a história de um jovem Batman.
Se a Warner Bros. e Matt Reeves decidissem adaptar A Máscara do Fantasma para um filme live-action, Scarlett Johansson poderia ter um papel fundamental. Sua personagem poderia ser Andrea Beaumont, a mulher que representa a possibilidade de felicidade para Bruce Wayne e que também está ligada ao mistério do Fantasma. Ela poderia trazer a complexidade emocional necessária para transmitir a mistura de força, vulnerabilidade e segredo que caracteriza Andrea. Sua presença no filme não seria apenas uma homenagem aos fãs do universo animado, mas também exploraria o lado mais humano do Batman, algo que tem sido um desafio até nas adaptações live-action do personagem.
A versão original de A Máscara do Fantasma nos lembra que, por trás da máscara, Batman também é um personagem interessante. Em menos de 80 minutos, os diretores Bruce Timm e Eric Radomski, com o roteirista Alan Burnett, conseguem desenvolver histórias paralelas, explorar o passado de Bruce Wayne e entregar cenas de ação visualmente deslumbrantes graças a uma animação soberba – algo que levou anos para os cineastas replicarem com o mesmo nível de intensidade. Batman – A Máscara do Fantasma está disponível na HBO Max, oferecendo uma oportunidade para os fãs reavaliarem essa obra-prima animada e sonharem com o que poderia ser se adaptada para o cinema com Scarlett Johansson a bordo.









Leave a Reply