Com uma carreira de mais de quatro décadas e mais de 80 filmes em seu currículo, Gary Oldman é um dos atores mais respeitados de Hollywood, aos 67 anos. Três vezes indicado ao Oscar, ele conquistou o prêmio em 2018 por sua atuação em “O Destino de uma Nação”. Oldman trabalhou em uma ampla gama de projetos, desde obras aclamadas pela crítica e pelo público, como “Oppenheimer”, “O Espião que Sabia Demais”, “Amor à Queima-Roupa” e “O Profissional”, até sagas de sucesso e blockbusters como a trilogia “Batman” de Christopher Nolan, os filmes de “Harry Potter” e a saga “Planeta dos Macacos”.
Além de seu sucesso no cinema, Gary Oldman também está fazendo uma ótima trajetória na televisão, com a série elogiada “Slow Horses” da Apple TV+. Com novos projetos em andamento, sua carreira está longe de terminar. No entanto, Oldman não está imune a fracassos e passou por um momento profissional e pessoal complicado no início dos anos 2000, que o levou a participar de um de seus piores filmes: “Na Ponta dos Pés”, de 2002.
Lançado em 2002, “Na Ponta dos Pés” é considerado um dos piores filmes de Oldman. Nele, ele interpretava o irmão com acondroplasia do personagem principal, interpretado por Matthew McConaughey. A premissa do filme já era problemática: uma comédia romântica que girava em torno dos temores de um casal, Steve (McConaughey) e Carol (Kate Beckinsale), de que o filho que esperavam herdasse os genes de seu tio e do resto da família. O filme foi recebido com críticas devastadoras e gerou polêmica devido à escolha de Oldman para interpretar um personagem com essa condição.
Em uma entrevista recente no podcast “Happy Sad Confused”, Oldman falou abertamente sobre “Na Ponta dos Pés” e admitiu que não se orgulha do filme. Ele brincou dizendo que não sabia de qual filme o apresentador Josh Horowitz estava falando e confessou que não havia visto o filme. No entanto, Oldman foi sincero sobre as circunstâncias que o levaram a participar do projeto. Na época, ele havia passado por um divórcio e uma confusão desagradável com um empreiteiro, e estava há cerca de dois anos sem trabalhar devido à greve de atores, o que o colocou em uma situação econômica difícil.
“Foi um período difícil”, explicou Oldman. “Eu precisava pagar algumas contas e dinheiro, e havia uma greve de atores, o que foi um golpe duplo. E então surgiu este filme, a ideia maluca deste diretor: interpretar uma pessoa pequena. E o irmão de Matthew McConaughey”. Além disso, Oldman reconhece que seu próprio trabalho no filme não foi satisfatório: “Me empenhei em fazer uma voz assim, porque tinha que soar como Matthew. Éramos irmãos, então, de alguma forma, tinha que soar como Matthew. E depois me pus de joelhos… Medidas desesperadas, tempos desesperados”. Ele admitiu que faria as coisas de forma diferente hoje em dia: “Eu precisava trabalhar. E era uma ideia maluca. Mas, eu faria isso agora? Não”.
Com apenas 22% de aprovação da crítica e uma clara reprovação do público, “Na Ponta dos Pés” é um filme que Oldman não se orgulha de ter feito. No entanto, ele serve como um lembrete de que até os atores mais talentosos podem passar por momentos difíceis em suas carreiras.













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